terça-feira, 7 de agosto de 2012

Viroses atacam o trigo no RS



            Nos últimos dias, o produtor gaúcho tem visto amarelecimento nas folhas do trigo. Os sintomas são típicos de viroses que podem ocorrer tanto no clima frio e chuvoso, quanto no tempo seco, principalmente nesta fase de desenvolvimento inicial da cultura.  

            De acordo com o pesquisador da Embrapa Trigo, Douglas Lau, são duas as doenças causadas por viroses que atacam os cereais de inverno no Sul do Brasil: o Nanismo Amarelo dos Cereais e o Mosaico Comum do Trigo.              

O Nanismo Amarelo é transmitido por pulgões, insetos que foram favorecidos pelo tempo seco e temperaturas amenas desde a implantação da cultura. Como o próprio nome indica, a planta atacada pelo vírus sofre com o nanismo, afetando o crescimento devido ao comprometimento do sistema vascular e pelo amarelecimento das folhas, o que prejudica a fotossíntese. Para evitar danos por Nanismo Amarelo é preciso optar por cultivares tolerantes e monitorar as populações de pulgões. Caso os pulgões atinjam o nível de controle (média de 10% das plantas infectadas), devem ser realizadas pulverizações com inseticidas de ação específica, que não atuem contra inimigos naturais das pragas agrícolas.            

            No caso do Mosaico Comum do Trigo, o vetor do vírus é um microorganismo que está presente no solo e se espalha através de esporos que são liberados com a água da chuva, infectando a planta pela raíz. O problema é maior logo após o plantio, no desenvolvimento inicial do sistema radicular. Os sintomas são alternância entre áreas sadias (verdes) e áreas doentes (amareladas), resultando em folhas estriadas. “O mosaico ocorre em áreas com histórico da doença. Vimos que a rotação de culturas não é eficiente. Em algumas áreas ocorre mosaico mesmo após cinco anos de pousio. Assim, o controle precisa ser preventivo, utilizando apenas cultivares tolerantes ou resistentes à doença”, explica Douglas Lau.            

As viroses afetam o desenvolvimento das plantas de trigo, reduzindo o volume de grãos. A alta infestação de pulgões com vírus, por exemplo, pode resultar em 60% de perda na lavoura. Segundo o pesquisador, não existe controle da virose após a infecção da planta. “O controle precisa ser preventivo, com escolha de cultivares resistentes, principalmente em áreas com histórico de ocorrência do mosaico, e com monitoramente constante da população de pulgões”, alerta Douglas Lau.            



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Quebra da safra nos EUA atinge 90 mi/t e afeta abastecimento mundial



            “A fragilidade do sistema de abastecimento de grãos dos Estados Unidos está colocando em risco o mercado global de alimentos”. A afirmação é do ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, na abertura do II Congresso Andav, nesta terça-feira (7), em São Paulo.

Para Rodrigues, a atual quebra da safra norte-americana de grãos – estimada em até 90 milhões t de milho e de soja – coloca em alerta a própria economia mundial. “O governo dos EUA está com um dilema nas mãos: ou desacelera o programa de etanol à base de milho ou compromete muito a oferta de proteínas animais, especialmente carne de frangos, suínos e bovinos”, disse Rodrigues para mais de 800 participantes do evento, realizado em conjunto com o IX Congresso da ABMR&A.

O economista Alexandre Mendonça de Barros, da MB Agro, também palestrante do evento, estima que podem ser perdidos 70 milhões de toneladas de milho e 20 milhões de toneladas de soja na atual safra dos Estados Unidos. “Os próximos dias serão cruciais para a definição da quebra. Porém, comparação coma safra de 1988, a última a ter perdas elevadas, mostra que a situação é muito parecida. E isso é extremamente preocupante”, ressaltou Mendonça de Barros.

O economista mostrou que, por outro lado, a agricultura brasileira passa por um momento fantástico, com preços do milho e da soja em níveis excelentes para os produtores rurais. “A safrinha de milho, que acaba de ser colhida, cresceu 13 milhões de toneladas”, informou.

Tanto Roberto Rodrigues quanto Alexandre Mendonça de Barros acreditam que serão necessários mais de duas safras para a recuperação dos estoques norte-americanos. “E isso se as condições climáticas forem ideais”,acrescentou o ex-ministro da Agricultura.

            “O Congresso Andav traz à discussão questões relevantes do agronegócio e, particularmente, do segmento de distribuição de insumos. É importante assinalar que o aumento da produção agrícola e animal passa pelas revendas agropecuárias, segmento que tem de mostrar a sua força econômica elogística”, assinalou Marco Antonio Nasser de Carvalho, presidente do Conselho Diretor da Andav.

O II Congresso Andav ocorre no Transamérica ExpoCenter, em São Paulo, até o dia 9 de agosto. O evento ocorre simultaneamente ao IX Congresso da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócios e como parte do Agrinsumos & Induspec. Mais informações: www.andav.com.br.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Novo terminal no Brasil torna exportação mais rentável, prevê ADM


            A companhia norte-americana Archer Daniels Midland (ADM) espera que o novo terminal portuário que comprou no Estado do Pará possa facilitar as exportações de grãos da região central do Brasil, de acordo com o diretor operacional Juan Luciano. A ADM não revelou os termos do acordo, que ainda depende de aprovação das entidades reguladoras. Luciano afirmou que o terminal exportava minerais, mas será convertido em uma unidade para grãos a granel e fertilizantes.
O Brasil, segundo maior exportador mundial de soja e terceiro maior fornecedor de milho, atualmente embarca quase todos os grãos por meio dos portos do Sul, como Santos e Paranaguá. Produtores e exportadores costumam reclamar sobre gargalos e custos elevados, pois os portos costumam ficar sobrecarregados durante o período de colheita de cana-de-açúcar, no meio do ano.
– O novo porto vai permitir que exportemos produtos por meio do corredor Norte do Brasil, tornando mais rápido e mais rentável transportar as safras dos pontos de origem no centro do país – declarou o presidente da ADM para a América do Sul, Valmor Schaffer, em comunicado enviado por e-mail.
– Como a rede de transportes do Norte continua se desenvolvendo, acreditamos que ter um porto na região Norte do país vai nos ajudar a continuar a ampliar nossos negócios – declarou.
Especialistas dizem que as melhorias em infraestrutura serão essenciais, pois o Brasil busca continuar expandindo sua produção de importantes commodities agrícolas, como soja, açúcar e café. É um objetivo antigo conectar de forma eficiente o principal Estado produtor de grãos, Mato Grosso, por rodovias ou ferrovias até os portos do Norte ou por meio dos rios da Bacia Amazônica. Estimativas iniciais indicam que o país deve colher uma safra recorde de soja, de 80 milhões de toneladas neste ano, possivelmente superando os Estados Unidos como maior produtor mundial da oleaginosa.
A ADM se recusou a revelar quando pretende começar as operações do novo terminal de grãos. Em nota à imprensa, a companhia de commodities declarou que planeja dobrar a capacidade de estocagem do terminal portuário e equipá-lo para trabalhar com embarcações Panamax. O terminal terá capacidade para movimentar três milhões de toneladas de produtos por ano. As informações são da Dow Jones.
Agência Estado.

Algumas imagens da Argentina.










Retornando ao BLOG


            Estive afastado blog, por duas semanas, devido a Congresso que participei em Córdoba-AR, junto com colegas do Mestrado e também a realização do meu casamento e de Eveline, agora minha esposa. Mas agora estou de volta e trazendo o que leio e acredito ser importante.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Eleições 2012 terão 106 Lulas, 68 Dilmas e 48 Tiriricas

         
   Nas eleições municipais em outubro deste ano, 222 candidatos resolveram escolher nomes de urna –-aquele que aparece na urna eletrônica–- iguais aos de três campeões em eleições anteriores. Ao todo, 106 políticos escolheram Lula, 68 candidatas escolheram Dilma e 48 optaram por Tiririca como o nome de urna, de acordo com dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
           Segundo a Justiça Eleitoral, os candidatos podem escolher o nome de urna que quiserem, seja um apelido ou nome próprio. Em 2002 e 2006, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito e reeleito utilizando como nome na urna apenas Lula.
           Em 2010, a presidente Dilma Rousseff se elegeu com o nome de urna Dilma. No mesmo ano, o palhaço Francisco Everardo Oliveira Silva foi eleito o deputado federal mais votado do Brasil, com 1.353.367 votos, utilizando o nome de Tiririca, pelo qual já era famoso antes das eleições.
Efeito Tiririca
           Neste ano, as “Dilmas”, “Lulas” e “Tiriricas” não são necessariamente homônimos dos políticos famosos. Em Frutal (MG), o tratorista e candidato à Câmara Valdemir Siqueira da Silva (PT), 34, não teve dúvidas na hora de escolher Tiririca como seu nome de urna.
“Quando cheguei na cidade [ele nasceu em Itaíba, Pernambuco] adolescente com minha família, uns 20 anos atrás, um colega me achou parecido com o Tiririca, que na época fazia sucesso, e me deu logo o apelido”, afirma Silva. “Aí pegou. Todo mundo me conhece como Tiririca aqui em Frutal.”
          O presidente do PT na cidade, Walter Mattos, logo viu o potencial de puxador de votos para a sigla e convidou Tiririca para ser candidato. “Escolhi para ele o número 13100, que é um dos melhores em termos de facilidade de memorização”, afirma Mattos, que também é candidato e escolheu para si o número 13000.
“A expectativa é que o nome ajude o rapaz a se eleger e puxar votos sim, mas se servir só para elegê-lo já está ótimo”, diz o político.