segunda-feira, 4 de junho de 2012

500 produtores testam Intacta

            Com previsão de liberação de venda da semente de soja com a tecnologia Intacta RR2 PRO na safra 2012/2013, a Monsanto trabalha no aval de importadores. Segundo o gerente Nacional de Licenciamentos da Monsanto, André Buran, apesar das licenças para uso no Brasil terem sido obtidas em 2010 na CTNBio, é preciso a aceitação comercial de clientes internacionais, especialmente China e Europa.

Os testes estão a todo vapor no país. Na safra 2011/2012 ocorreram em áreas de 500 produtores, de 275 municípios, ocupando um hectare por propriedade. A Intacta mantem a tolerância ao glifosato, presente na RR, com extras de proteção contra quatro lagartas que atacam a oleaginosa e tem potencial aumento de produtividade.

Nestas experiências, em condições ideais, o rendimento adicional à média tem sido de 6,59 sacos por hectare. A média de produtividade das variedades em uso no Brasil varia de 35 a 45 sacas/ha. Também foi identificada redução média de 3,2 aplicações de defensivos no controle das lagartas. Assim, o benefício médio por hectare, considerando a redução de custo de R$ 70,13 e o ganho de R$ 276,78 com a colheita extra, chegaria hoje a R$ 346,91. A partir disso, foi estabelecido o preço ao produtor: R$ 115,00 por hectare, considerando 50 kg/ha, ou 7,5% na moega. Dentre as oito empresas, a Coodetec (PR) foi a primeira a fechar o contrato de licenciamento comercial. Também devem assinar CCGL, Grupo DonMario, Nidera, Igra, Embrapa, TMG e Syngenta
.

domingo, 3 de junho de 2012

Condições climáticas ocorridas e tendências para os próximos meses


 Com o enfraquecimento do fenômeno climático “La Nina”, observamos uma melhor distribuição das precipitações ocorridas no decorrer de maio, na maior parte do centro-sul do Brasil. As precipitações ainda continuaram apresentando uma distribuição um pouco irregular, mas os volumes tem aumentado gradativamente nos últimos dois meses, melhorando muito as condições de umidade no solo, favorecendo assim, o bom desenvolvimento das lavouras. Somente no sul de S.Catarina e no R.G.do Sul, as precipitações ainda continuaram muito irregulares e abaixo da média. No Paraná, as precipitações ficaram entre a média, na região centro-sul e ligeiramente acima da média no oeste do estado.

  As temperaturas ficaram um pouco abaixo da média na maior parte do centro-sul do Brasil. Apesar de não terem ocorrido geadas nas áreas de milho safrinha do Paraná, foram observadas quedas acentuadas de temperaturas, no decorrer de maio, devido a entrada de massas de ar frio de forte intensidade.
 

  O fenômeno climático “La Nina” ainda persiste, mas com fraca intensidade. A temperatura das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial mais ao leste, se mantiveram mais aquecidas que o normal, próximo a costa da América do Sul, na região central do Pacífico as águas superficiais apresentaram valores de temperatura dentro do normal, seguindo um padrão de declínio do “La Nina”, em transição para uma situação de neutralidade climática. Ainda persistem pequenas áreas com águas mais frias a oeste do Oceano Pacífico Equatorial, as quais, vem diminuindo gradativamente nos últimos meses. Os prognósticos dos modelos climáticos globais, mantém a tendência dos últimos meses, sinalizando para uma situação de neutralidade climática (nem La Nina e nem El Nino), no decorrer do outono.

  A previsão para os próximos meses para o centro-sul do Brasil, baseada nas informações dos modelos climáticos, indicam que as precipitações ainda continuam com uma distribuição um pouco irregular. Apesar desta pequena irregularidade na distribuição das chuvas, os volumes voltam gradativamente aos valores médios observados para a época do ano e o intervalo entre uma chuva e outra tende a diminuir, no decorrer dos próximos meses. Com isto, umidade no solo não deve apresentar deficiência hídrica, voltando às condições normais no decorrer dos próximos meses, favorecendo o bom desenvolvimento das lavouras.
 

  Quanto às temperaturas, continuamos ressaltando que o outono é uma estação de transição (entre o calor do verão e frio do inverno), e normalmente apresenta maior amplitude térmica, intercalando períodos um pouco mais quentes, com quedas acentuadas de temperatura, devido a incursões de massas de ar frio, que chegam com maior intensidade, à medida que nos aproximamos do inverno. Com isto, o risco de ocorrência de geada aumenta
significativamente, em todas as regiões do Paraná, principalmente no centro-sul.

Agrolink com informações de assessoria
Autor: Luiz Renato Lazinski - Meteorologista INMET/MAPA

Agronegócio ajudará Brasil a reduzir emissões de gases poluentes



O consultor da CNA, Nuno Cunha e Silva, disse na quinta-feira, 31, que o agronegócio será um dos principais agentes para ajudar o Brasil e reduzir sua emissão de gases causadores do aquecimento global. A afirmação foi feita durante o CNA/FAEG/SENAR em Campo, o primeiro do Brasil, que acontece no Atlanta Music Hall, em Goiânia (GO). O encontro tem como objetivo aproximar as entidades dos Sistemas CNA/SENAR e FAEG/SENAR e Sindicatos Rurais goianos da sociedade. O especialista falou sobre Agricultura de Baixo Carbono (ABC). 

O Programa ABC foi criado em 2010 pelo governo federal e oferece incentivos e recursos para os produtores rurais adotarem técnicas agrícolas sustentáveis. Tudo para mitigar e reduzir a emissão dos gases de efeito estufa – gás carbônico (CO2), gás metano (CH4) e óxido nitroso. Nuno afirma que o produtor pode se beneficiar financeiramente desse Programa criando projetos sustentáveis para financiamento público. “A ideia é que a produção agrícola e pecuária dos projetos elaborados para o ABC garanta mais renda ao produtor, mais alimentos para a população e aumente a proteção ao meio ambiente”, disse.

Ele afirmou que o Programa ABC está alinhado com a Política Nacional de Mudança do Clima (PNMC), que tem como objetivo compatibilizar o desenvolvimento econômico-social com a proteção do sistema climático e a redução das emissões de gases de efeito estufa. “Em 2010, a então Ministra Chefe da Casa Civil e hoje presidente do País, Dilma Rousseff, estabeleceu como compromisso nacional voluntário ações de mitigação das emissões de gases de efeito estufa, de modo a reduzir entre 36,1 % e 38,9 % as emissões projetadas até 2020”, disse.

Ele afirma que essa porcentagem corresponde a 1 bilhão de toneladas de gases poluentes e que o agronegócio pode representar um quarto dessa fatia já que é essa a responsabilidade do setor nas emissões desses gases. “São números muito pretensiosos e, neste contexto, todos por projetos que primarem por produtividade, sustentabilidade e boas práticas agropecuárias poderão se beneficiar”, acredita. O especialista afirma que a recuperação de áreas degradadas são os projetos mais procurados.

Ele afirmou ainda, durante a palestra, que a capacitação de técnicos e entidades financeiras para levarem essas informações e linhas de crédito para os produtores no campo se tornam indispensáveis no momento. Na sequencia, o gerente regional de agronegócio do Banco do Brasil, João Bosco Messias Costa falou com os presentes sobre o Programa ABC, seus benefícios e regras para liberação das linhas de crédito.

Agrolink com informações de assessoria

Era uma Sanga, onde os animais bebiam água dela e tinha muitos peixes.











A Importância da Agropecuária para o PIB Brasileiro.




Com a queda da produção, agropecuária que é responsável por ¼ do PIB, fez despencar  o PIB no primeiro trimestre.
PIB do primeiro trimestre não foi maior devido a perdas na agropecuária, diz Mantega; Para ministro da Fazenda, perda da safra em culturas importantes frearam avanço.

         O ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu nesta sexta, dia 1º, em São Paulo (SP), que o crescimento de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB)  do país no primeiro trimestre do ano (igual ao último trimestre do ano passado) só não foi maior devido ao fraco desempenho da agropecuária, que caiu 7,3%. Concorreu para isso, de acordo com o ministro, a perda de safraem diversas culturas importantes.
– Isso aconteceu por conta da quebra da safra de soja, arroz e fumo. Tudo isso ligado a fatores sazonais – disse.
Mantega ressaltou o crescimento da indústria de 1,7% com relação ao último trimestre do ano passado.
– Principalmente a indústria de transformação, que cresceu 1,9%, e eu considero isso uma boa notícia, depois de três trimestres negativos. A extrativa mineral não tanto, porque houve problema com o minério de ferro.
Para Mantega, os resultados da indústria significam que as medidas tomadas pelo governo têm surtido o efeito esperado e farão o setor alcançar melhores resultados em 2012.
O ministro elogiou ainda o setor de serviços, que registrou elevação de 0,6% no trimestre. Na avaliação do ministro, a elevação não foi maior porque a intermediação financeira, item que compõe o setor, teve crescimento negativo.
– Intermediação financeira significa lucro dos bancos e financiamentos, que ainda estão precários no país. Nós ainda não conseguimos ter aumento do crédito e redução da taxa de juros suficientes para estimular a economia.
Mantega ressaltou ainda o crescimento do consumo das famílias. Segundo ele, o valor de 1% no trimestre é compatível com o crescimento maior do PIB que está sendo observado.
O ministro disse que o consumo das famílias, em conjunto com o consumo da administração pública, que teve alta de 1,5% no trimestre, está estimulando o crescimento maior da economia.
– Mantido esse ritmo, deverão propiciar um PIB maior.
AGÊNCIA BRASIL

Diversificação: O segredo do sucesso



            A necessidade da diversificação da produção remonta a própria existência humana e não são poucos os relatos de civilizações que pereceram por não se atentarem a esta necessidade. Um dos relatos mais marcantes é o episódio conhecido como “A grande fome de 1845 a 1849” na Irlanda, que causou a morte de um milhão de pessoas e forçou a imigração de mais um milhão. Isso ocorreu porque boa parte da população irlandesa dependia unicamente da batata para sobreviver e se alimentar. Na década de 1840 o fungo Phytophthora infestans dizimou o cultivo de batatas em quase toda a Europa, e dividiu a história da Irlanda em pré-fome e pós-fome.

            Podemos citar também um exemplo nacional. De 1866 a 1913 vivemos no Brasil o ciclo da borracha, uma época em que a forte demanda européia por borracha natural fez com que surgisse em meio a floresta amazônica os “Barões da Borracha”.  Estes exploravam as seringueiras nativas, exportavam a produção e acumularam riquezas que fizeram surgir as metrópoles de Manaus e Belém. Entretanto cometeram o mesmo erro dos irlandeses, ou seja, não pensaram em buscar novas atividades produtivas. A partir de sementes de seringueira pirateadas para Inglaterra, países da Ásia passaram a cultivar seringueiras e a produzir borracha natural em volume e com um custo muito infereior a borracha natural extraida das matas amazônicas. O resultado foi a falência dos Barões da Borracha e a quase extinção da produção de borracha natural a partir do extrativismo de árvores nativas.

            A busca pela diversificação passa pelo conhecimento das oportunidades de mercado. Não basta simplismente produzir por produzir, é preciso saber para quem vender. Falando especificamente no Mato Grosso do Sul, é sabido de muitos que a Costa Leste do Estado vem se tornando um dos maiores pólos florestais do país, que deve alcançar, até 2020, a marca de 1 milhão de hectares de cultivo florestal. Isso vem acontecendo devido à instalação de grandes fábricas de celulose naquela região. Via de regra,  áreas de cultivo de eucalipto para celulose vem sendo implantadas em áreas arrendadas de produtores rurais.

            Baseado nesta observação e atento (acredito que “antenado” é jovial demais, nesse caso”) nas oportunidades de mercado, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR-MS) criou o Programa Mais Floresta. Por meio dele, tem sido possivel levar informações sobre os potencialidades do mercado florestal aos produtores rurais de Mato Grosso do Sul, mais precisamente os que estão na Costa Leste, região Nordeste e Norte do Estado, que são regiões dominadas pela pecuária de corte extensivo em áreas em que grande parte das pastagens estão degradadas. A proposta é que estes produtores conheçam as oportunidades de mercado para produção de eucalipto, madeiras nobres e seringueira e passem a inseri-las em sua propriedade como atividade produtiva, sem ter que arrendar sua propriedade para uma empresa.

De julho de 2011 a agosto de 2012 serão realizados 19 Workshops Florestais. Dos 12 que ja foram efetuados, contabilizamos a participação de 1.107 produtores, que ouviram palestras sobre o mercado da borracha natural e do eucalipto, aspectos técnicos do cultivo de seringueira, potencialidades do cultivo do eucalipto junto com pastagens e quais a linhas de financiamento disponíveis para investimento na área florestal e a importância da diversificação dos investimentos.

Com a contribuição desta iniciativa, somada a outras ações, começam a surgir outras áreas de cultivo de eucalipto, principalmente em consórcio com a pastagem e também um pólo de produção de seringueiras na região Nordeste do Estado que já vem sendo chamado por especialistas da área florestal de “Arco da Borracha”, que inclusive já desperta o interesse de empresas de manufaturas. Isso representa a materialização de uma solução a partir de uma necessidade, bem como o surgimento de uma nova cadeia produtiva. É a diversificação funcionando em termos práticos.

Como falei no início, diversificar é o segredo do sucesso. A história de vários povos já nos mostrou isso. O SENAR-MS, por sua vez, está objetivamente realizando sua missão, que é promover a educação, a informação e o conhecimento em agronegócio a comunidade rural de MS, com inovação e competência, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico do Estado.

Imagens da Seca.

Foto tira em Outubro de 2011.

Agora foto do mesmo local de 22 de maio de 2012.